Artigos Publicados em ‘Saúde’

Prevenção de gripe suína nas igrejas
Sexta-feira - 14 de Agosto, 2009

Estamos vivendo dias de atenção redobrada, a gripe suína (H1N1) tornou-se uma pandemia antes que a população estivesse preparada para enfrentá-la como tal. Este site, cumprindo o papel social da igreja, inaugurou uma sessão denominada saúde com uma explanação sobre a gripe suína (formas de contágio, sintomas, tratamento e dúvidas), hoje em mais um artigo sobre o assunto são listadas algumas recomendações que devem ser seguidas pelas igrejas, leiam:

1- Evitar aglomerações em ambientes fechados (shopings, cinemas, etc). Manter janelas abertas possibilitando boa ventilação nos templos e salas utilizadas. O frio não mata ninguém e um bom agasalho resolve.

2- Orientar que pessoas gripadas, e com sintomas de gripe ou resfriados permaneçam em casa evitando transmissão aos demais irmãos.

3- Orientar aos diáconos que esterilizem os cálices da Ceia.

4- Cuidar com beijos e abraços.

5- Orientar aos irmãos a lavagem das mãos com água e sabão, tantas vezes quantas necessárias

6- Evitar de levar as mãos aos olhos, boca e nariz.

7- O uso de máscaras só é recomendável para doentes e profissionais da
área de saúde que atendam pacientes.

8- Em caso de sintomas de gripe ( febre alta, coriza, cefaléia, tosse,
dificuldade respiratória) , procurar um posto de saúde.

9- A epidemia de gripe é algo importante, mas não justifica o afastamento dos cultos.

10- Esta epidemia não é motivo para pânico, a letalidade do vírus não é alta, e principalmente não acreditar em boatos sem sentido. A mortalidade é menor do que a causada pelos outros vírus de gripe sazonal.

11- Pessoas com imunidade comprometida e com problemas respiratórios devem evitar contatos ( imuodepremidos, grávidas, cardiopatas, diabéticos, obesidade mórbida, bronquiticos graves, asmáticos graves que utilizam corticoides em dose imunossupressora, etc).

12- Pedir a Deus que proteja a todos.

Dr. Rogerio Kampa (Presbítero da IPB)

Adonai
Gripe Suína
Domingo - 10 de Maio, 2009

Sintomas

A gripe H1N1 2009(mexicana) apresenta os sintomas: febre, cansaço, fadiga, dores pelo corpo, tosse e ainda sintomas característicos diarréia ou vômitos.

Contágio

As pessoas em geral contraem a gripe suína de porcos infectados, no entanto, alguns dos casos humanos não envolviam uma história de contanto com porcos ou ambientes nos quais porcos pudessem ter estado presentes. Ocorreram alguns casos de transmissão direta entre seres humanos, mas eles estão limitados a ambientes de estreito contato e a grupos isolados de pessoas.

Tratamento

Remédios antivirais para gripe sazonal estão disponíveis em alguns paises, e previnem e tratam a doença de maneira efetiva existem duas classes de medicamentos como esses os adamantanes (amantadine e remantadine) e os inibidores da neuraminidase da gripe (oseltamiuir e zanamiuir) na maioria dos casos anteriormente reportados de gripe suína, os pacientes se recuperaram plenamente da doença sem requerer atenção médica e sem medicamentos antivirais.

Dúvidas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou no dia 27 de abril um documento em que explica com detalhes o que, quais os sintomas e como se prevenir contra a gripe suína, doença que teria sido identificada pela primeira vez no México. Tire duas dúvidas.

O que é gripe suína?
A Gripe suína ou gripe porcina é uma doença respiratória altamente contagiosa e aguda que aflige os porcos, causada por um entre diversos vírus suínos de influenza tipo A. A incidência tende ser elevada e a mortalidade baixa (entre 1% e 4%) o vírus é difundido entre os porcos por aerossóis e contanto direto e indireto, e existem porcos portadores assintomáticos. Os surtos entre os porcos acontecem ao longo de todo o ano, com incidência ampliada no verão e inverno, nas zonas temperadas. Muitos paises vacinam as populações de porcos rotineiramente contra gripe suína. Os vírus da gripe suína são mais comumente do subtipo H1N1. Mas outros subtipos também estão em circulação na população de porcos (entre os quais H1N2, H3N1, H3N2). Os porcos também podem ser infectados por vírus da gripe aviária e vírus da gripe sazona C humana, além dos vírus da gripe suína. O vírus suíno H3N2, ao que se acredita, foi originalmente introduzido nas populações porcinas pelo contanto com os seres humanos. Os porcos ocasionalmente podem estar infectados com mais de um vírus ao mesmo tempo, o que acarreta a possibilidade de que os genes desses diferentes vírus se misturem. Isso poderia resultar em um vírus de gripe suína que contenha genes originários de diversas fontes o que é definido como um vírus (recombinante).Ainda que os vírus da gripe suína normalmente sejam específicos da espécie e apenas infectem porcos, ocasionalmente cruzam a barreira entre espécies e podem causar a doença a seres humanos.

Quais são implicações para a saúde humana?
Surtos e infecção esporádica de seres humanos foram reportados ocasionalmente. Em geral, os sintomas clínicos são semelhantes aos da gripe sazonal, mas as formas de apresentação clinicamente reportadas variam amplamente de infecções assintóticas a severa pneumonia que pode resultar em morte. Já que a apresentação clinica típica da infecção por gripe suína em seres humanos se assemelha a gripe sazonal e a outras infecções agudas do aparelho respiratório superior, a maior parte dos casos foram detectados por acaso, por meio de sistemas de vigilância contra gripe sazonal. Casos amenos ou assintomáticos podem ter escapado a detecção, a, portanto não se conhece ao certo a dimensão que essa doença atinge entre os pacientes humanos.

Como as pessoas são infectadas por ela?
As pessoas em geral contraem gripe suína de porcos infectados, no entanto, alguns dos casos humanos não envolviam uma história de contanto com porcos ou ambientes nos quais porcos pudessem ter estado presentes. Mas eles estão limitados a ambientes de estreito contanto e a grupos isolados de pessoas.

Onde já ocorreram casos humanos?
Desde a implementação da norma IHR (2005), em 2007, a OMS foi notificada sobre casos de gripe suína em 21 paises. Que paises já foram afetados pela doença?
A gripe suína não é uma doença de notificação obrigatória sob as normas da Organização Mundial de Saúde Animal e, portanto sua distribuição internacional não é bem conhecida. A doença é considerada endêmica nos Estados Unidos. Surtos entre porcos também já aconteceram na América do Norte e do Sul, Europa (incluindo Reino Unido, Suécia e Itália), África (Quênia) e em certas porções do leste asiático, entre as quais China e Japão.

E quanto a risco de uma pandemia?
É provável que a maioria das pessoas, especialmente aquelas que não têm contanto regular com porcos, não seja imune ao vírus da gripe suína que poderiam prevenir uma infecção viral. Caso o vírus suíno venha a estabelecer um percurso de transmissão eficiente humano a humano, poderia causar uma pandemia de gripe.
O impacto de uma pandemia causada por vírus como esse é difícil de prever. Depende da virulência do vírus, da imunidade existente entre as pessoas, da proteção cruzada por meio de anticorpos adquiridos com as infecções sazonais de gripe, e de fatores de hospedagem. Os vírus da gripe suína podem gerar um vírus híbrido, pela combinação com o vírus da gripe humana, e isso também poderia causar uma pandemia.

Existe vacina humana que proteja contra a gripe suína?
Não. Os vírus da gripe mudam com grande rapidez e a equivalência precisa entre a vacina e os vírus em circulação é muito importante para oferecer imunidade protetora adequada as pessoas vacinadas. É por isso que a OMS precisa selecionar o vírus para vacinar duas vezes por ano, como forma de proteção contra a gripe sazonal – uma no inferno do hemisfério norte e outra no inverno do hemisfério sul. As atuais vacinas contra a gripe sazonal produzidas com base em recomendação da OMS não contêm vírus de gripe suína. Não se sabe se as vacinas sazonais podem oferece proteção cruzada contra infecção por vírus de gripe suína nos Estados Unidos e no México. A OMS está trabalhando em estreito contato com suas instituições parceiras para desenvolver novas recomendações sobre o uso da vacina contra gripe suína. Esta seção será atualizada a medida que surgirem novas informações.

Que remédios estão disponíveis para tratamento?
Remédios antivirais para gripe sazonal estão disponíveis em alguns paises, e previnem e tratam a doença de maneira efetiva. Existem duas classes de medicamentos como esses: os adamantanes (amantadine e remantadine) e os inibidores da neuraminidase da gripe (oseltamivir e zanamivir).

É seguro comer carne de porco e derivados?
Sim. Não existem indicações de que a gripe suína seja transmissível a pessoas que consumam carne de porco devidamente manuseada e preparada, ou outro derivados de carne de porco. O vírus da gripe suína é morto pelas temperaturas normais de cozimento, da ordem de 70ºC, que correspondem a orientação normal quanto ao preparo de carne, de porco ou outras.

Como posso me proteger contra infecção por gripe suína devido a contato com pessoas contaminadas?
No passado, as infecções humanas por gripe suína eram amenas, mas se sae que elas já causaram diversas doenças, como a pneumonia. Para os atuais surtos nos Estados Unidos e México, porém, o quadro clinico se provou diferente. Nenhum dos casos confirmados no Estados Unidos sofria da forma severa da doença e os pacientes se recuperaram dela se recorrer a cuidados médicos. No México, alguns pacientes supostamente sofrem da variedade severa da doença. Para se proteger siga as praticas preventivas normais contra gripe: evite contato próximo com pessoas que pareçam doentes(com febre e tosse);lave as mãos com água e sabão, freqüentemente e cuidadosamente. Pratique hábitos de boa saúde, entre os quais dormir devidamente, comer alimentos nutritivos e se manter ativo fisicamente.

Caso você precise de cuidados médicos, contate seu medico ou serviço de saúde antes de ir ao local, e informe-os sobre os sintomas. Explique por que imagina estar com gripe suína(por exemplo, por conta de uma viagem recente a um país no qual haja surto humano de gripe suína). Siga as recomendações de tratamento que receber.
Se não puder contatar o serviço de saúde com antecedência, comunique sua suspeita assim que chegar ao local. Mantenha o nariz e boca cobertos durante o percurso até lá.

Pb. Fernando Gomes da Costa - Técnico de laboratório

Setor de epidemologia - IMPPG, UFRJ

Adonai
Médico ensina a reconhecer os sintomas e os fatores de risco do AVC
Sábado - 11 de Abril, 2009

O problema é cada vez mais comum e requer tratamento imediato. Hipertensão, diabetes e tabagismo aumentam as chances de derrame.

O acidente vascular cerebral sofrido pelo deputado Clodovil Hernandes mostra a importância do conhecimento, por parte da população, dos sinais e sintomas desse problema. Os acidentes vasculares cerebrais ou derrames, como são conhecidos pelos leigos, podem ser de dois tipos:

- Isquêmicos, quando falta sangue no cérebro;
- Hemorrágico, quando acontece um sangramento dentro do cérebro.

Nos acidentes hemorrágicos, um vaso sanguíneo, artéria ou veia se rompe e o sangue se espalha.

Um bom exemplo de como isso pode ocorrer e a ruptura de um aneurisma. Já os acidentes isquêmicos acontecem quando uma artéria fica obstruída, impedindo o fluxo de sangue normal para as células do cérebro. Dependendo da localização da artéria obstruída, uma área maior ou menor do cérebro ficará sem receber oxigênio e nutrientes.

Como reconhecer um AVC

Os acidentes vasculares cerebrais são emergências médicas, e o tempo é um fator crucial para permitir um atendimento adequado e melhores chances de recuperação, além de menos seqüelas posteriores. Portanto, é importante lembrar que qualquer pessoa que apresente uma alteração que possa significar uma mudança do funcionamento cerebral deve ser levada a um serviço de emergência para avaliação.

Quais os sinas que devem ser observados?

Um grama a menos de sal na dieta pode evitar 250 mil mortes ao ano. Cientistas traçaram relação entre o consumo do mineral e doença cardíaca, aumento das substâncias na comida causou mais casos do problema.

Reduzir uns gramas de sal da dieta por dia pode prevenir a doença cardiovascular e evitar milhares de mortes a cada ano. Esse é o resultado de um estudo realizado pela Universidade da Califórnia e apresentado em uma reunião da associação do coração no último sábado (21/03). O consumo médio de sal por uma pessoa fica entre 9 e 12 gramas por dia. As recomendações internacionais variam entre 5 e 6 gramas por dia. Uma medida simples como essa, se tomada pela população, evitaria cerca de 200 mil mortes a cada ano. Uma redução de até gramas não traria alteração sensível no paladar dos alimentos e faria uma enorme diferença nas estatísticas de infarto e acidentes vasculares cerebrais(AVC).

Perda súbita das forças ou dos movimentos em um dos membros ou face, geralmente atingindo um dos lados do corpo, perda da visão de um dos olhos de forma súbita, dificuldade de equilíbrio do corpo, para caminhar ou mesmo se manter de pé, dor de cabeça súbita, muito intensa e inesperada.
Uma observação importante: - Todos estes sinais podem ocorrer  de forma fugaz com recuperação espontânea, mas mesmo assim a avaliação especializada é indispensável.
A prevenção, como sempre, é a melhor opção. Para isso, é preciso conhecer os principais fatores de risco para a ocorrência de um AVC.

A hipertensão arterial é a principal causa associada aos derrames, os hipertensos, se não tratados adequadamente, têm de quatro a seis vezes mais chances de sofrer um AVC. Estudos científicos mostram que, apesar do diagnóstico de hipertensão ser feito com freqüência, o tratamento não é seguido na maioria dos casos. Além da hipertensão outros valores contribuem para tornar o acidente vascular cerebral uma epidemia real em nossa sociedade. A fibrilação atrial, uma alteração do ritmo do coração, aumenta o risco de derrames. O diabetes e o tabagismo também são vilões para a ocorrência de um AVC.

As opções de Tratamento

O cérebro humano, quando atingido por um acidente vascular, pode ser salvo se atendido adequadamente e em tempo, os acidentes isquêmicos são mais freqüentes, respondendo por mais de 85% dos “derrames” agudos, causados quando uma artéria fica obstruída por um coágulo, impedindo o sangue de alimentar as células.

Existe um tratamento para desobstruir as artérias:

Trata-se da injeção de uma substância capaz de dissolver esses coágulos, os trombolíticos. Ela atua sobre os coágulos e pode restaurar o fluxo natural de sangue. Infelizmente, poucos pacientes recebem esse tratamento. Mesmo nos EUA, segundo um trabalho realizado pela universidade de Cleveland, somente 2% das vítimas de acidentes vasculares cerebrais recebem o tratamento com trombolíticos. A principal causa para essa pequena utilização está no fato de que o tratamento só é efetivo se for administrado nas primeiras três horas após o início dos sintomas.

Além dessa razão, existem contra-indicações ao método que devem ser respeitadas pela equipe está tratando da vítima do derrame. Um paciente tratado a tempo pode ficar sem déficits neurológicos ou ter as conseqüências do problema bastante diminuídas.

O que deve ser feito?

É muito importante prevenir a ocorrência dos acidentes vasculares cerebrais através de controle dos fatores de risco. Além disso, é fundamental que a população reconheça que os sintomas dos derrames a tempo e que o tratamento esteja disponível para todos que precisarem.

Vamos diminuir o sal!!

Presb. Fernando Gomes da Costa

Adonai