Artigos Publicados em ‘Pastoral’

Ananias: Um Guerreiro Desconhecido
Segunda-feira - 7 de Dezembro, 2009

Atos.9:10-19
 
Dá-se muita ênfase a Paulo, mas fala-se muito pouco em Ananias, o qual, no entanto, foi fundamental na vida daquele apóstolo. Seu trabalho silencioso é dos mais significativos. Por quais razões:

1. Um homem capaz de responder positivamente a Deus(v.10). Responder a Deus é tão importante quanto ouvi-lo.
 
2. Um homem capaz de ouvir a Deus nos detalhes (v.11-13). É tão difícil, termos paciência e a fé de que Deus nos guiará nos detalhes da nossa missão, vida e profissão, levando-nos à sua perfeita vontade.
 
3. Um homem capaz de crer no que Deus quer fazer na vida dos irmãos (v.13-16). Às vezes, temos tanta dificuldade em crer na conversão de certas pessoas, e mais ainda, na possibilidade de Deus fazer uso delas. Apesar de tudo o que Paulo era, Ananias sabia do poder de Deus para salvá-lo e usá-lo.
 
4. Um homem capaz de orar pelos escolhidos para grandes obras (v.17-18). É maravilhoso poder ver Deus abençoar outros ministérios e outros irmãos, sem ficar enciumado.

Os guerreiros da comunidade não são apenas aqueles que têm a unção da palavra, ou que lutam com os demônios, ou aqueles que têm muitos dons. São também aqueles de ouvem a voz de Deus e respondem ao seu chamado, aqueles que crêem no poder de Deus na vida das pessoas e daquelas que sabem ver o irmão ser abençoado.
Que Deus levante muitos Ananias em nosso meio.
 
*Curiosidade do texto:
Ananias: conforme a tradição, foi bispo em Damasco e morreu como mártir.

Pb. Fernando Gomes

Adonai
O Perdão para as nossas deformidades
Segunda-feira - 7 de Dezembro, 2009

A perspectiva de Deus é sempre melhor que as nossas próprias ou as que muita gente adota para si. Na presença de Deus somos confrontados com o bem e o mal, e por isso, devemos buscá-lo em oração, para não sermos vítimas de nós mesmos, e não vitimarmos inocentes. É neste sentido que o apóstolo Paulo se dirige aos coríntios. Para muitos coríntios, mesmo sabendo que comiam comidas sacrificadas à ídolos, não consideravam que isto era importante, ou seja, buscavam seu “próprio interesse”, e assim tornavam-se “causa de tropeço”.

Causar tropeço é provocar dor ou prejuízo. E, se podemos causar dor e prejuízo aos outros é porque, primeiramente, temos capacidade de provocar dor e prejuízo a nós mesmos. Por isso, o apóstolo recomenda: “Não vos torneis causa de tropeço” – I Coríntios 10.32.

E, foi isso que levou Jesus a “purificar” o leproso, conforme o registro de Marcos 1.40-45. Quando nos vemos sem outras perspectivas, senão o ponto-de-vista estreito das nossas deformidades, estamos sujeitos a experimentar e levar tantos quantos quisermos a vivenciarem experiências terríveis que poderiam ser evitadas, caso tomássemos a mesma atitude daquele homem: apresentar-nos a Jesus, e humildemente, reconhecer que como leproso ele não podia viver como as outras pessoas, porque era portador de uma enfermidade que punha em risco a vida de outros.

Por isso, assim como ele, precisamos pedir: “Se quiserdes, podes purificar-me!”. Aquele homem disse: “Se quiserdes, podes purificar-me”. Como que dizendo: “eu concordo com o Senhor que o mal de que sou capaz de cometer contra os outros e contra a mim mesmo é tão real e verdadeiro que só sendo isolado para não cometê-lo, porém, se quiserdes, podes purificar-me”.

 A sujeição ou a submissão a Deus é o único modo de evitar a prática do mal que pode nos destruir. E quando nos submetemos a Deus, acontece conosco o mesmo que com o homem da passagem bíblica: “Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo! No mesmo instante, lhe desapareceu a lepra, e ficou limpo” – Marcos 1.41-42.

Deus tem compaixão de nós, por isso nos orienta o modo como podemos evitar as consequências de nossas deformidades. Deus sempre apresenta um outro ponto-de-vista para nossas deformidades. Só a Sua compaixão por nós pode evitar as consequências  devastadoras, que nossas deformidades podem nos causar a nós e aos outros. 

Pense sobre isso.

Sandra Noronha - Superintendente da EBD

Adonai
Vidas no Fogo do Altar
Terça-feira - 17 de Novembro, 2009

“Não nos ardia o coração, quando ele nos falava, e nos expunha as escrituras”  Lc:24.32
 
Dois discípulos, que haviam acompanhado o ministério de Jesus Cristo, estavam voltando para sua cidade, entristecidos pela crucificação e morte de Jesus. Voltaram, porque haviam perdido toda a esperança. Tudo aquilo que, quando creram havia fortalecido suas vidas, agora, viram cair por terra.         

 Acabou-se a esperança de dias melhores, diziam, Jesus morreu. Quando um discípulo, perde a esperança e perde a fé. Perde também a direção de sua vida, do seu caminhar e dos propósitos de Deus.        

Quando um discípulo perde o ardor no coração, ele fica pior do que um incrédulo. Quem diz isso, não sou eu, mas sim, o próprio Jesus.        

Veja: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor” (Ap:2.4). Jesus está falando isso à igreja em Éfeso. Significa que, aquela igreja e seus membros, perderam o entusiasmo, a vibração, a alegria no levar a palavra de Cristo aos incrédulos, em fim, perderam as primeiras obras.

Muitos irmãos também hoje, estão apáticos com as coisas de Deus. Nada o que acontece na igreja, traz alegria, contentamento em suas almas. Nada acontece em suas vidas para que ele venham a glorificar a Deus, venham-se entusiasmar com a presença de Deus.

Para que Deus então realize algo novo nesta igreja, em cada vida aqui, é preciso que cada um venha até o altar de Deus, colocando diante dEle todo seu coração, sem mentiras, sem enganos, e ele vai purificar, vai perdoar e assim vai enche-los de coisas novas para a gloria de seu nome.

Pb. Fernando Gomes

Adonai
COMPAIXÃO PELAS PESSOAS
Quinta-feira - 12 de Novembro, 2009

Falar sobre a dor e o sofrimento ou mesmo diante da dor e do sofrimento de alguém é algo extremamente delicado. É falar sobre coisas que não entendemos e nem conhecemos.

Eu não estou acima da pessoa que sofre; eu estou ao lado dela, assentado no mesmo chão, sujeito aos mesmos sentimentos e aflições.Somos todos humanos. Quando vamos aceitar isto?

Teorias podem ser realmente muito bonitas, mas quando dói de verdade - dói de verdade. E só sabe como dói e quanto dói quem sente a dor.

E é aí que, como diz o hino antigo: “há momentos em que as palavras não resolvem, mas o gesto de Jesus, na cruz, demonstra amor por nós. Aqui no mundo, as tribulações são tantas, mas o gesto de Jesus, na cruz, demonstra amor por nós. Foi no Calvário, em que Ele, sem falar, mostrou ao mundo inteiro o que é amar”.

Jesus não ficou tentando explicar a dor e o sofrimento humano. Ele não tentou defender a “honra do Pai” por causa de toda a dor ao seu redor. Ele se fez homem. Ele caminhou no nosso chão. Ficou com os pés cheios da nossa poeira. Ele se compadeceu dos nossos sentimentos. Ele estendeu a mão. Ele se entregou na cruz.

O Justo morreu pelos injustos para levar-nos a Deus. Deus estava em Cristo, reconciliando consigo os homens. Ele nos amou como ninguém jamais nos amou e nos deu a Sua vida e a Sua presença. E Ele disse: “Eu estarei com você todos os dias até a consumação dos séculos”, “eu nunca te deixarei e jamais te abandonarei” e “vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei”.

Que Jesus nos ensine a viver, um dia de cada vez. Que Jesus nos ensine, diante do sofrimento, falar apenas o que vale à pena ser ouvido. Que Deus nos ajude a lidar com a dor do modo como Ele mesmo lida: com compaixão, humildade e misericórdia.

Pense sobre isto!

 Sandra Noronha - Superintedente da EBD

Adonai
Mudança de Atitude
Quinta-feira - 29 de Outubro, 2009

Deus  não nos deixa enganados, pois nos diz: “no mundo tereis aflições”. Ele não é insensível, indiferente ou omisso diante das nossas lutas e dores. Você não sabe o que o futuro próximo ou remoto lhe reserva, mas com Deus “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam o amam e são chamados segundo o seu propósito”.

Todos nós temos um dia para arrumar as gavetas do guarda-roupa, dar uma geral no carro, arrumar a estante ou dar uma geral no trabalho… Enfim, todo nós temos um dia para colocar em ordem as coisas materiais de nossa vida; mas isso não é necessariamente verdade quando se trata de nossa vida espiritual.

Por que será, hein? Eu imagino que pelas mesmas razões que nós ficamos adiando todas essas providências de arrumação que acabei de citar: dá trabalho, gasta tempo, implica em limpar sujeiras, decidir o que jogar fora e o que manter… Enfim, não é algo fácil, nem agradável.

Deixe eu lhe contar um segredo que tenho aprendido: a questão não é o problema em si, mas a nossa incapacidade de aprender com o problema. Se alguém aprende, não precisa aprender “de novo”,  a lição é mais dolorosa quando precisa ser repetida porque nos faz lembrar como seria mais simples e menos doloroso, se o aprendizado já tivesse acontecido.

Recomeçar só faz sentido se for para colocar as lições aprendidas em prática prá valer!
Há uma diferença brutal entre clamar a Deus e re-clamar de Deus. Há uma diferença tremenda entre lamentar o próprio infortúnio e sentir dó de si mesmo como se fosse a mais infeliz das criaturas.
 
É tempo de se colocar totalmente na dependência de Deus, e de deixar que Ele dirija sua vida. Mas é tempo também de você se voltar para Deus, de obedecer sua Palavra e de seguir verdadeiramente os seus mandamentos. Reveja se suas atitudes têm sido de um verdadeiro discípulo  do Senhor. Pense nisso!

Sandra Noronha – Superintendente EBD

Adonai