Arquivos de Abril, 2009

Médico ensina a reconhecer os sintomas e os fatores de risco do AVC
Sábado - 11 de Abril, 2009

O problema é cada vez mais comum e requer tratamento imediato. Hipertensão, diabetes e tabagismo aumentam as chances de derrame.

O acidente vascular cerebral sofrido pelo deputado Clodovil Hernandes mostra a importância do conhecimento, por parte da população, dos sinais e sintomas desse problema. Os acidentes vasculares cerebrais ou derrames, como são conhecidos pelos leigos, podem ser de dois tipos:

- Isquêmicos, quando falta sangue no cérebro;
- Hemorrágico, quando acontece um sangramento dentro do cérebro.

Nos acidentes hemorrágicos, um vaso sanguíneo, artéria ou veia se rompe e o sangue se espalha.

Um bom exemplo de como isso pode ocorrer e a ruptura de um aneurisma. Já os acidentes isquêmicos acontecem quando uma artéria fica obstruída, impedindo o fluxo de sangue normal para as células do cérebro. Dependendo da localização da artéria obstruída, uma área maior ou menor do cérebro ficará sem receber oxigênio e nutrientes.

Como reconhecer um AVC

Os acidentes vasculares cerebrais são emergências médicas, e o tempo é um fator crucial para permitir um atendimento adequado e melhores chances de recuperação, além de menos seqüelas posteriores. Portanto, é importante lembrar que qualquer pessoa que apresente uma alteração que possa significar uma mudança do funcionamento cerebral deve ser levada a um serviço de emergência para avaliação.

Quais os sinas que devem ser observados?

Um grama a menos de sal na dieta pode evitar 250 mil mortes ao ano. Cientistas traçaram relação entre o consumo do mineral e doença cardíaca, aumento das substâncias na comida causou mais casos do problema.

Reduzir uns gramas de sal da dieta por dia pode prevenir a doença cardiovascular e evitar milhares de mortes a cada ano. Esse é o resultado de um estudo realizado pela Universidade da Califórnia e apresentado em uma reunião da associação do coração no último sábado (21/03). O consumo médio de sal por uma pessoa fica entre 9 e 12 gramas por dia. As recomendações internacionais variam entre 5 e 6 gramas por dia. Uma medida simples como essa, se tomada pela população, evitaria cerca de 200 mil mortes a cada ano. Uma redução de até gramas não traria alteração sensível no paladar dos alimentos e faria uma enorme diferença nas estatísticas de infarto e acidentes vasculares cerebrais(AVC).

Perda súbita das forças ou dos movimentos em um dos membros ou face, geralmente atingindo um dos lados do corpo, perda da visão de um dos olhos de forma súbita, dificuldade de equilíbrio do corpo, para caminhar ou mesmo se manter de pé, dor de cabeça súbita, muito intensa e inesperada.
Uma observação importante: - Todos estes sinais podem ocorrer  de forma fugaz com recuperação espontânea, mas mesmo assim a avaliação especializada é indispensável.
A prevenção, como sempre, é a melhor opção. Para isso, é preciso conhecer os principais fatores de risco para a ocorrência de um AVC.

A hipertensão arterial é a principal causa associada aos derrames, os hipertensos, se não tratados adequadamente, têm de quatro a seis vezes mais chances de sofrer um AVC. Estudos científicos mostram que, apesar do diagnóstico de hipertensão ser feito com freqüência, o tratamento não é seguido na maioria dos casos. Além da hipertensão outros valores contribuem para tornar o acidente vascular cerebral uma epidemia real em nossa sociedade. A fibrilação atrial, uma alteração do ritmo do coração, aumenta o risco de derrames. O diabetes e o tabagismo também são vilões para a ocorrência de um AVC.

As opções de Tratamento

O cérebro humano, quando atingido por um acidente vascular, pode ser salvo se atendido adequadamente e em tempo, os acidentes isquêmicos são mais freqüentes, respondendo por mais de 85% dos “derrames” agudos, causados quando uma artéria fica obstruída por um coágulo, impedindo o sangue de alimentar as células.

Existe um tratamento para desobstruir as artérias:

Trata-se da injeção de uma substância capaz de dissolver esses coágulos, os trombolíticos. Ela atua sobre os coágulos e pode restaurar o fluxo natural de sangue. Infelizmente, poucos pacientes recebem esse tratamento. Mesmo nos EUA, segundo um trabalho realizado pela universidade de Cleveland, somente 2% das vítimas de acidentes vasculares cerebrais recebem o tratamento com trombolíticos. A principal causa para essa pequena utilização está no fato de que o tratamento só é efetivo se for administrado nas primeiras três horas após o início dos sintomas.

Além dessa razão, existem contra-indicações ao método que devem ser respeitadas pela equipe está tratando da vítima do derrame. Um paciente tratado a tempo pode ficar sem déficits neurológicos ou ter as conseqüências do problema bastante diminuídas.

O que deve ser feito?

É muito importante prevenir a ocorrência dos acidentes vasculares cerebrais através de controle dos fatores de risco. Além disso, é fundamental que a população reconheça que os sintomas dos derrames a tempo e que o tratamento esteja disponível para todos que precisarem.

Vamos diminuir o sal!!

Presb. Fernando Gomes da Costa

Adonai