Arquivos de Junho, 2009

A mensagem de Noé e a vinda de Jesus
Quarta-feira - 24 de Junho, 2009

Falando como seria sua vinda, Jesus disse que aconteceria como nos dias de Noé, pois como foi nos dias de Noé, também assim será a vinda do filho do homem. Por quanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do filho do Homem (Mt 24:37 a 39).

Não há nenhum problema em se casar ou dar-se em casamento, o fato das pessoas se casarem não é sinal da volta de Cristo. O tema central é o surpreendente retorno de Cristo enquanto todo mundo estará envolvido em sua rotina diária. Pouca gente levará em conta os sinais do fim dos tempos. Foi assim nos dias de Noé, as pessoas estavam tão ocupadas em seus trabalhos cotidianos, que não tinha tempo para Deus. Quando Noé começou a dizer que o mundo terminaria com um dilúvio, ninguém acreditou nele. As pessoas pensavam que ele estivesse louco, fizeram gozações dele.

A mensagem de Noé anunciava a vinda do dilúvio. Era uma mensagem nada agradável, quem poderia acreditar nisso? Até aquele momento não havia caído nenhuma gota de água do céu. A terra produzia frutos porque uma neblina subia da terra e regava toda a superfície do solo (Gn 2:6). A mensagem de Noé não era nada fácil de ser aceita, assim como hoje as mensagens da Bíblia é estranha para as mentes pós-modernas. Em 1ª Co 1:18 “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus”. Noé pregou durante 120 anos. Ninguém acreditava no dilúvio, as previsões do tempo não anunciavam a chuva. A ciência da época afirmava que era “impossível cair água do céu”. Os 120 anos se passaram e ninguém acreditou no dilúvio. Os únicos que estavam e entraram na Arca, além de Noé foram sua esposa, seus 3 filhos e suas noras.

Certo dia, quando ninguém imaginava que algo incomum poderia acontecer, um dia como outro qualquer, aconteceu algo de extraordinário! A princípio dava-se a impressão de que a vida seguia normalmente, as pessoas bebiam e comiam, o céu azul e sol resplandecente. De repente, observou-se algo estranho no céu. Uma pequena nuvem aumentava de tamanho, escura, como a tristeza. Crescia e assustava e se apoderou da extensão do céu. Pela primeira vez se escutou um trovão. Uma seta de luz feria o céu escuro. A mensagem de Noé! Todos corriam, pediam ajuda, mas a porta da arca já tinha se fechado e ninguém mais, a não ser o próprio Deus, poderia abri-la de novo. Disse Deus: “e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.”(Mt 24:39)

O dia do juízo já chegou para mim e para você. É o dia onde, conscientes do nosso pecado, deparamo-nos com a condenação aplicada desde a queda de Adão. Cabe a nós escolher entre a proposta da salvação que Deus nos apresenta ou sermos levados pelas águas da destruição.

Quanto ao dia do Juízo, não devemos nos angustiar e nem nos preocupar, pois já estamos guardados na arca da salvação, Jesus Cristo.

Presb. Fernando Gomes

Adonai
Criacionismo X Evolução
Terça-feira - 16 de Junho, 2009

Na revista VEJA de abril, edição 1099 ano 42 – nº 6 de 11 de fevereiro de 2009 trouxe como assunto da capa o seguinte tema “Uma Guerra de 150 Anos – Por que Charles Darwin não conseguiu expulsar Adão e Eva dos livros escolares”.

A revista é uma defesa da teoria evolucionista de Darwin e uma crítica aos que ainda entendem que os conceitos de Darwin são insuficientes para revelar ou provar a origem das espécies. Colégios protestantes como o Mackenzie são tratados quase como se fossem fundamentalistas, pelo fato de apresentarem a seus alunos da 1ª à 4ª serie apenas o ensino bíblico sobre a criação (criacionismo).

A revista mostra-nos alguns fatos interessantes, como por exemplo: a existência de religiosidade no coração de Darwin; o seu interesse nos estudos teológicos com o objetivo de se tornar um pastor anglicano; o temor por parte da sua esposa, que considerava suas idéias “absurdas”; e o fato dele nunca afirmar que a Bíblia estava errada (pg 82).

Não posso ser absolutamente contra ao que Darwin diz quanto à origem das espécies, e levando em consideração o que a própria revista Veja diz: “que Darwin nunca disse que a Bíblia estava errada” é que me coloco na posição de defensor da única história que realmente explica isto, a história bíblica.

Nem Darwin e nem qualquer outro cientista jamais conseguira provar a origem do universo, como também a harmonia dos elementos químicos sem se esbarrar no que a Bíblia chama de “O Insondável”. Não há para onde o ser humano fugir! Quando o homem se propõe a estudar a origem das coisas, sempre se esbarrará em Deus e como ele não pode ser testado empiricamente num tubo de ensaio, muitos preferem ficar na ignorância.
Diante da questão evolucionista, precisamos realmente ver que o mundo está em constante evolução, mas que a mão de Deus jamais deixou o cosmos ao acaso, impossibilitando assim que este acaso produzisse algo, e especialmente que não seja caos. Diante da tentativa da revista Veja menosprezar o criacionismo, afirmo a todos que ainda prefiro a Bíblia. Por quê? Simplesmente pelo fato de que “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele (Deus), e, sem ele, nada do que foi feito se fez, e isso, nenhum cientista vai poder mudar!”.

 Sandra Noronha

Adonai
A Importância do testemunho
Segunda-feira - 8 de Junho, 2009

 Você já imaginou uma criança que, depois de um, dois ou mesmo três anos, não tenha pronunciado ainda nenhuma palavra? Esse fato, certamente, deixaria os pais tremendamente preocupados. Afinal, se não falou até os três anos, dificilmente chegará a falar um dia. Porque todos sabem que o normal é que a criança aprenda a falar depois de um ano, e que desenvolva isso cada vez mais, à medida que cresce e se desenvolve.

Vamos construir agora uma ponte para a vida de fé.

Você já imaginou um cristão, depois de um, dois ou mesmo três anos de vida de fé, que ainda não tenha dado a nenhuma pessoa um testemunho a respeito? É de se perguntar: O que está havendo de errado? Na Bíblia lemos: ” Porque com o coração se crê para a justiça, e com a boca se confessa para a salvação.” ( Rm 10.10).

Embora não seja uma lei, poderíamos dizer o seguinte:

A pessoa confessa com palavra e ações, tanto quanto crê com o coração. Se o testemunho público não tem vida, é de perguntar também se a fé que a pessoa diz carregar não é uma fé morta. Quanto a isso, no entanto, não nos cabe fazer nenhum julgamento. O que se torna importante é incentivar as pessoas para que abracem a fé cristã como um discipulado, onde se ouve, vê, medita, pratica e fala, em coerência com a vontade de Deus.

Em mateus 10:32, Jesus diz: ” Todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu pai que está nos céus.” Se por nossa boca o nome de Jesus chegar ao ouvido de outra pessoa, simultaneamente o nosso nome, pela boca de Jesus, chegará aos ouvidos do pai. Trata-se de uma maravilhosa promessa. Por outro lado, ele nos adverte: “Mas aquele que me negar diante dos homens, eu o negarei diante de meu pai que está nos céus” ( Mt 10:33). Vejam só o contraste!

È nossa sincera esperança que os jovens cristãos tenham, desde o início, a ousadia de testemunharem daquele ao qual servem e pertencem. Que Deus nos capacite e disponha para tal!

Rev. Luiz Antônio Amorin

Adonai
A Superação do ato vingativo
Segunda-feira - 8 de Junho, 2009

Leia em sua bíblia: Mt 5.38 a 42.

 No íntimo de cada ser humano há uma predisposição para vingar-se sempre de forma dobrada. Assim, a nação que é atacada com uma bomba reage com duas, e por sua vez recebe o lançamento de quatro, até entrar em guerra total.

       Internamente, o povo judeu havia recebido leis que já representavam um grande passo contra a multiplicação da violência. Quem recebera uma pedrada, só podia retribuir com uma pedrada. Assim, a vingança não entrava em escalada. Mas, como todas as leis, esta também foi mal interpretada: Ela deixou de representar um limite para a vingança e passou a significar a necessidade da vingança. Já não se aceitava que alguém, tendo recebido uma pedrada, não reagisse da mesma forma. Vingar-se passava a ser uma obrigação, uma questão de honra.

     A vingança justa, de acordo com as palavras de Jesus, consiste em não resistir ao mal. Acontece que a vingança tonifica, reacende, fortalece o mal. Por sua vez, a não violêcia fará com que o mal se esgote, por não encontrar o que busca. Com isso, ele se tornará importante. Afinal, estará enfrentando um adversário que não aceita suas regras de jogo.

     O sofriemnto é vencido enquanto é suportado, quando recebido sem vingança. O mestre que depois viveu isso na cruz pode ensiná-lo bem aos seus discípulos. Foi na cruz que o amor divino se tornou vitorioso sobre o mal. Não foi numa grande festa ou num momento de prazer ou alegria que se deu a vitória, mas sim, na cruz, consumada com muita dor.

    ” Não te deixes vencer pelo mal, antes vence o mal com o bem.” ( Romanos 12. 21). Haveria talvez aqueles que não buscam a vingança por serem muito jovens, por fraqueza física, por complexo de inferioridade, ou até mesmo por orgulho, por não querer comparar-se com outro caracterizado pela estupidez. Mas o propósito de Jesus vai além, de forma que mesmo aquele que teria todas as condições de realizar a vingança, adote uma atitude de amor e testemunho de fé.

Rev. Luiz Antônio Amorin

Adonai
O que fazes no domingo?
Segunda-feira - 8 de Junho, 2009

O dia de descanso, segundo a bíblia, foi instituído por Deus (Gn 2:1, 2 e 3). Está escrito que o próprio Deus descansou depois de trabalhar por seis dias.

Quem viaja dias inteiros por terras estranhas e quer chegar ao seu destino, precisa incluir no seu roteiro, de distância em distância, uma pausa para o descanso. As paradas servem para criar novas forças e para tomar os mapas e orientar-se sempre de novo, a fim de continuar no caminho certo.

A importância do dia de descanso para o cristão tem valor semelhante: é preciso parar para reavaliar a caminhada, para recobrar o ânimo, para ter certeza do caminho que deverá ser seguido até alcançar-mos a meta final. O dia de descanso, a princípio, é um dia de alegria, um dia culto, onde se louva a Deus de muitas maneiras.

Os cristãos adotam o domingo como dia de descanso. É o dia que marca a ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Os judeus, que não aceitam Jesus como mediador enviado por Deus, continuam com o sábado, conforme o antigo testamento. No inicio, também para os judeus, o dia de descanso era tido como um dia de alegria, de culto adoração. Com o tempo, os fariseus e saduceus fizerem dele um dia da lei, um dia cercado de proibições.

Já houve governo que tentou conceder ao povo descanso apenas de dez em dez dias. Mas ficou comprovado que, para harmonizar produção em qualidade e quantidade com uma vida digna, o ideal mesmo são as semanas de sete dias com um dia para o descanso.

 O que nos faz guardar o dia de descanso não é nenhuma lei. Jesus deixou isso claro, conforme vários relatos bíblicos quando atuou em pleno dia de descanso. Dar apoio ao próximo, ajudar ao necessitado também deve ser entendido como culto a Deus. Trata-se de uma questão de bom senso. A pessoa que não descansa começa a esgotar-se fisicamente. A pessoa que não cultua a Deus começa a esgotar-se espiritualmente. Guardemos, pois, o dia de descanso para o encontro com o próximo e para cultuar-mos a Deus.

Rev. Luiz Antônio Amorin

Adonai