Falar de alegria em nossa época parece algo bastante utópico. Os noticiários, cada vez mais, especializam-se no anúncio da trágica condição social que vivemos.
Sem princípios, o ser humano se tornou refém de sua própria tolice, especialmente quanto ao distanciamento de proporções abissais entre o discurso e a prática, um problema que não assola apenas a sociedade, mas, também, a igreja.
Homens de caráter estão praticamente extintos. Seu “habitat” foi tomado pelos homens de interesse.
Todos defendem aquilo que querem, manipulando informações e princípios a fim de justificar sua busca e seus métodos. Eis a causa da dificuldade de se falar da verdadeira alegria em nossos dias.
A diferença com a atual experiência humana é tão grande que parece folclórico, fantasioso, até mesmo, insano. Todavia, é necessário crermos, assumirmos a verdade bíblica e vivê-la. Conforme Paulo citou aos Coríntios, de fato, a beleza e a maravilha daquilo que está reservado para os que estão em Cristo está muito acima da concepção do homem, inclusive, do crente.
Não deixemos as densas trevas da atualidade obscurecer nossa pouca compreensão do paraíso. Busquemos as coisas do alto, pensemos nelas, levando nosso pensamento à obediência de Cristo.
Falemos da alegria que nos está preparada e antecipemo-la para o presente. Isso é possível em grande medida. Tiremos o foco de nossa visão da tragédia que o homem atrai cada vez mais sobre si e miremos as bem-aventuranças eternas com Cristo. Esse foi o procedimento que garantiu o desfrute da alegria aos nossos irmãos do passado. Façamos o mesmo.
Sandra Noronha - Superintendente da EBD
















